A Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) admitiu esta quinta-feira que a greve de 24 horas dos trabalhadores da CP não conseguiu «adesão total» mas está a provocar «impactos significativos na circulação».

Linhas de Sintra e Azambuja são as mais atingidas pela greve na CP

«Não sendo uma greve com adesão total, é uma greve que está a ter impactos significativos na circulação, não igual em todos os lados, mas por exemplo na linha de Sintra a circulação está praticamente paralisada» disse José Manuel Oliveira, da Fectrans, em declarações à agência Lusa.

O sindicalista adiantou que só saiu do Rossio um comboio, acrescentado que a linha de Sintra é aquela que está a ter maior impacto do ponto de vista da greve.

Igual informação deu a porta-voz da CP, Ana Portela, adiantando que os comboios da linha de Sintra e da Azambuja, no distrito de Lisboa, são os mais atingidos pela greve dos trabalhadores da CP ¿ Comboios de Portugal e da CP Carga.

«Até às seis da manhã foram realizados apenas 51 dos 63 comboios programados no país, o equivalente a 20% de supressão», disse à Lusa Ana Portela, porta-voz da CP.

De acordo com a porta-voz da empresa, as linhas de Sintra e da Azambuja são aquelas onde se registam «mais complicações», com alguns atrasos nos comboios na greve convocada para hoje.

«Embora também se registem atrasos e supressões noutras linhas, quer a norte quer a sul do país, pensamos que no troço que é servido pelos trabalhadores do Rossio deverá manter-se e agravar a situação ao longo do dia», disse José Manuel Oliveira.

Segundo o responsável da Fectrans, prevê-se que haja uma maior incidência da greve na mudança de turno, que ocorre por volta das 14:00/14:30.

Os trabalhadores estão em greve de 24 horas desde as 0:00 de hoje contra a proposta de Orçamento do Estado para 2014, que prevê reduções salariais, concessão das empresas públicas de transporte a privados e a redução das indemnizações compensatórias, entre outras medidas.

A greve na CP e CP Carga insere-se na quinzena de luta que os trabalhadores dos transportes e comunicações iniciaram a 25 de outubro e que termina no sábado com uma manifestação nacional, em Lisboa.