O Presidente do Montepio, Tomás Correia, desmentiu, em entrevista ao Jornal das 8 da TVI, esta terça-feira, que o banco tenha emprestado dinheiro aos clientes para participar no aumento de capital através do Finibanco Angola. Tomás Correia garantiu ainda que as dúvidas do regulador estão dissipadas.

"Não emprestou. Esse assunto está devidamente esclarecido."


O Banco de Portugal pediu esclarecimentos à Montepio Holding sobre duas operações: uma da Caixa Económica e outra do Finibanco Angola. As explicações foram pedidas através de uma carta escrita, enviada a 7 de abril pelo departamento de supervisão prudencial do regulador. 

O pedido foi feito a propósito da nomeação de novos nomes para os órgãos sociais desta holding.  O supervisor fez depender a luz verde à idoneidade dos novos órgãos sociais da Montepio Holding à prestação desta informação. 

Mas Tomás Correia assegurou no Jornal das 8 que as dúvidas do regulador estão esclarecidas.

"Essas pessoas foram objeto de registo para uma outra instrumental do grupo por carta de 28 de abril deste ano, em data posterior a essa carta que referem. O que significa que não se levantou relativamente a essas pessoas qualquer questão de idoneidade. O que significa que as questões estão esclarecidas quer relativamente às alegadas operações no Finibanco Angola quer mesmo quanto a eventuais deficiências de controlo interno relativamente as operações com o grupo GES."