A administração do grupo têxtil Ricon, de Vila Nova de Famalicão, anunciou hoje que já enviou cartas a todos os colaboradores dando conta da cessação dos respetivos contratos de trabalho.

Em comunicado, o grupo acrescenta que aquelas cartas foram acompanhadas da documentação necessária para a concessão do subsídio de desemprego a todos os trabalhadores.

Com cerca de 800 trabalhadores, o grupo Ricon, composto por oito empresas e que detém as lojas Gant em Portugal, apresentou-se à insolvência em finais de 2017.

Nas assembleias de credores marcadas para terça, quarta e quinta-feira, o administrador de insolvência vai propor o encerramento do grupo e consequente liquidação dos ativos.

Os credores vão decidir se aceitam aquela proposta ou se optam por outra solução, “mas que não passará pela possibilidade de apresentação de um plano de recuperação” pela administração das empresas do grupo.

No comunicado, a administração da Ricon refere que o grupo “dependia de forma significativa da Gant, quer na vertente do retalho, cuja dependência era total, quer na vertente da indústria, cuja dependência era superior a 70%."

Sublinha que a Gant “se mostrou totalmente intransigente e indisponível para negociar e/ou mesmo abordar e analisar” as propostas apresentadas pelo grupo.

Uma das propostas foi que a Gant poderia assumir o controlo direto de algumas das empresas do grupo Ricon.

Foram também apresentados “diversos investidores interessados em adquirir as empresas/negócios e foi igualmente apresentada uma proposta de reestruturação da dívida do grupo Ricon perante a Gant, relacionada com a manutenção do seu habitual volume de encomendas.

Segundo a administração do grupo, não poderia ter sido feito mais para evitar o encerramento.