A Mitsubishi Motors também manipulou dados sobre o consumo do seu automóvel elétrico iMiEV e pode tê-lo feito noutros quatro modelos, segundo o jornal Sankei, para além daqueles que já se sabia terem sido afetados

A falsificação dos dados pode também estender-se aos monovolumes todo-o-terreno RVR, Montero, Outlander e ao míni-veículo elétrico Minicab-MiEV, segundo revelou fonte próxima do caso ao jornal, que é citado pela Lusa.

As ações da Mitsubishi Motors afundaram pelo terceiro dia consecutivo, durante as negociações da manhã na bolsa de Tóquio, com o pânico continuado dos investidores, depois da revelação de que o fabricante manipulou testes de eficiência de combustíveis.

Pelas 09:41 (01:41 em Lisboa) as ações perdiam 14,57%, para 498 ienes (4,03 euros), chegando a cair até aos 489 ienes (3,95 euros) ou 16,12%. À hora de fecho, o recuo foi um pouco menor, mas ainda assim bastante pronunciado, de 13,55%. 

Nos últimos dois dias, os preços das ações já tinham derrapado um terço, reduzindo em cerca de 2,5 mil milhões de dólares, cerca de 2,2 mil milhões de euros, o valor de mercado da empresa.

A fabricante nipónica é, assim, a nova protagonista na polémica da manipulação dos testes poluentes, depois da Volkswagen. Mais de 600 mil carros da marca Mitsubishi não cumpriram os requisitos legais, alguns dos quais foram construídos para a nipónica Nissan.

Já quanto à Volkswagen, foi anunciado esta semana que vai pagar 4.400€ a cada cliente lesado nos EUA. Na Europa, é que não há indemnizações previstas para ninguém.