A troika está novamente em Atenas. Os técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e Comissão Europeia (CE) encontram-se no país para a última avaliação do programa de assistência económica e financeira (PAEF), que irá determinar se haverá ou não um terceiro resgate à Grécia.

A missão da equipa internacional é avaliar como está correr a execução orçamental, que será decisiva para decidir se Atenas recebe ou não a última tranche da ajuda externa, no valor de mil milhões de euros, em outubro.

Certo é que haverá derrapagem orçamental, não só este ano como no próximo, só ainda não se sabe de quanto. Dependendo do valor, será determinada a dimensão do terceiro resgate ao país, que se estima que arranque em julho de 2014 e dure mais dois anos.

O FMI estima que a Grécia terá um défice de financiamento de 11 mil milhões de euros em 2016. Mas, para aprovarem o terceiro resgate, os credores internacionais querem que a Grécia continue a implementar as reformas acordadas, incluindo o programa de privatizações e a redução dos funcionários públicos.

O regresso da troika à capital helénica este domingo levou os sindicatos, que se recusam a aceitar mais medidas de austeridade a agendarem uma nova greve de protesto, de dois dias, para amanhã e depois.