A presidente do Conselho de Finanças Públicas (CFP), Teodora Cardoso, afirmou no parlamento que os cortes salariais incluídos no Orçamento do Estado para 2014 são considerados medidas permanentes pela Comissão Europeia.

Na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública, cujos deputados estão esta segunda-feira a ouvir Teodora Cardoso sobre a proposta de Orçamento para 2014, o deputado do PCP Paulo Sá afirmou que, «parece que [o CFP, no seu parecer] se refere aos cortes salariais como medidas permanentes» e interrogou Teodora Cardoso sobre o assunto.

Na resposta, a presidente do CFP disse que essa «é uma definição da Comissão Europeia e a Comissão Europeia considera estas medidas permanentes», argumentando que isso quer dizer que «estas despesas vão ter de se manter em níveis mais baixos».

«Não quer dizer que os salários não voltem [a subir], mas a despesa não pode voltar a subir», acrescentou, salvaguardando, no entanto, que esta é apenas a sua "interpretação pessoal".

Na proposta do Orçamento para 2014, o Governo determina um corte nas remunerações dos funcionários públicos acima dos 600 euros que começa nos 2,5% e atinge progressivamente os 10% do salário mensal.