A presidente do Conselho de Finanças Públicas, Teodora Cardoso, considerou esta segunda-feira "claramente vantajoso" que Portugal antecipe o pagamento das tranches do empréstimo à troika, porque "é uma dívida cara" e porque mostra a "capacidade" do país.

Em Braga, à margem de um seminário na Universidade do Minho, Teodora Cardoso afirmou ainda que não haverá um "problema maior" para as contas do Estado se a venda do Novo Banco tiver sido adiada para ser feita "em melhores condições.

Na edição desta segunda-feira, o Diário de Notícias adianta que o Governo contraiu um empréstimo para pagar antecipadamente ao Fundo Monetário Internacional parte da dívida contraída com o resgate da troika, o que levará a uma poupança de 730 milhões de euros em juros em quatro anos.

"Acho que se houver possibilidades para isso é claramente vantajoso. Por um lado porque é bom, em termos de imagem, mostrarmos a nossa capacidade de pagar isso, mas mais substancialmente porque é uma dívida cara", afirmou Teodora Cardoso quando questionada com a referida notícia.


Sobre o adiamento da venda do Novo Banco, a presidente do Conselho de Finanças Públicas realçou a necessidade de que o antigo Banco Espírito Santo seja vendido em "boas condições".

"Se for adiada para ser feita em melhores condições, penso que não será por aí que haverá um problema maior", disse.


A 15 de setembro, o Governo admitiu que o adiamento da venda do Novo Banco vai implicar uma revisão em alta do défice de 2014, em 4,9 mil milhões de euros, o montante total da capitalização do banco aquando da resolução do BES.