O presidente da RTP, Gonçalo Reis, disse esta quarta-feira, em declarações à Lusa, que o alargamento da oferta de canais na televisão digital terrestre (TDT) "é irreversível", a propósito da publicação em Diário da República da lei que regula a matéria.

A lei entra em vigor na quinta-feira (25 de agosto), tendo a RTP três meses para incluir a RTP3 e a RTP Memória na TDT.

O alargamento da TDT é irreversível", afirmou o presidente do Conselho de Administração da RTP, que reiterou que "o dossiê foi bem resolvido pelo ministro da Cultura". 

Esta é uma grande oportunidade para a RTP, para o setor, para a produção de conteúdos em português, e para 2,5 milhões de portugueses que vão ter a sua oferta na TDT enriquecida", disse.

"Temos algum trabalho a fazer nos próximos meses, temos as equipas a trabalhar", acrescentou o gestor.

Questionado sobre quando é que a RTP3 e a RTP Memória vão estar disponíveis em sinal aberto, Gonçalo Reis disse que em breve, sublinhando que ainda há muito trabalho a fazer.

"Já estamos em contacto com a rede de distribuição", ou seja, a Meo/PT Portugal.

O presidente da RTP salientou que "a lei define os padrões máximos de custos de distribuição".

A RTP3 e a RTP Memória vão estar disponíveis na TDT sem publicidade, no entanto, nos canais por cabo estes dois canais irão manter a publicidade.

Nos operadores por cabo vão continuar com publicidade", disse.

Segundo uma resolução do Conselho de Ministros publicada a 8 de julho, o Governo decidiu que a RTP3 e a RTP Memória vão estar disponíveis na TDT sem publicidade e que esta será substituída por espaços de promoção e divulgação cultural.

Atualmente, a TDT disponibiliza a RTP1, RTP2, SIC, TVI e canal Parlamento na sua plataforma, a qual é gerida pela Meo.