O administrador da angolana Unitel, Amílcar Safeca, disse esta quarta-feira em Luanda em entrevista à agência Lusa que a saída da Portugal Telecom (PT) da estrutura acionista não afetará o desenvolvimento tecnológico da operadora líder de mercado em Angola.

 

 

«Não, acho que não. Sempre trabalhámos com vários parceiros tecnológicos, a nível mundial. Temos um plano estratégico que tem sido implementado essencialmente com recurso às nossas equipas de engenharia locais. Por isso não afeta em nada», disse o administrador e diretor-geral adjunto da Unitel.

 

 

Numa altura em que a operadora angolana conta com 11 milhões de cartões ativos, para uma população de 24,3 milhões de pessoas, Amílcar Safeca descarta impactos da saída da PT.

 

 

Para o administrador, que é também responsável pela área tecnológica, a Unitel seguirá «sem dúvida» o seu percurso natural de «crescimento».

 

 

Em causa está uma participação de 75 por cento que a operadora brasileira OI, através da PT, tem na Africatel. Esta, por sua vez, controla 25% da Unitel, percentagem idêntica à detida pela empresária Isabel dos Santos, filha do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.

 

 

Face ao processo de fusão com a PT, a OI confirmou no final de agosto que está em conversações para vender a participação na Unitel a outros acionistas, por 2.000 milhões de dólares (mais de 1.500 milhões de euros).

 

 

A OI ficou com a posição da Unitel quando a Portugal Telecom SGPS contribuiu com os seus ativos, no aumento de capital em maio, como parte do acordo de fusão.