O Sindicato dos Trabalhadores do Grupo Portugal Telecom sublinha que o presidente da PT Portugal, Armando Almeida, disse que a reestruturação em curso não prevê despedimentos coletivos e que admite chamar pré-reformados para trabalharem na empresa.

Os representantes dos trabalhadores reuniram-se na sexta-feira com Armando Almeida, o administrador financeiro representante da operadora brasileira Oi em Portugal, Marco Schroeder, o administrador dos recursos humanos, Francisco Nunes, entre outros, na sequência da saída de Zeinal Bava da presidência da Oi e da intenção do grupo francês Altice em comprar a PT Portugal.

«Foi totalmente objetivo o engenheiro Armando de Almeida ao afirmar que o plano de reestruturação da PT Portugal que está a desenvolver com a administração não passará por despedimentos coletivos na empresa», afirma o STPT num comunicado divulgado esta segunda-feira sobre as conclusões do encontro.

«Não deixou, no entanto, de esclarecer que várias alterações terão de acontecer, nomeadamente a redução drástica do outsourcing, libertando essas funções que deverão ser desempenhadas pelos trabalhadores da empresa».

«A redução de custos terá de ser preocupação forte na fase difícil que a empresa atravessa», disse ainda, dizem ainda.

O Sindicato dos Trabalhadores do Grupo Portugal Telecom adianta que Armando Almeida «garantiu os contratos de pré-reforma e suspensão de contratos existentes, afirmando, no entanto, que saídas deste género não terão continuidade, avançando até com a hipótese de alguns dos trabalhadores que se encontrem nestas situações e de forma voluntária poderem regressar à empresa, aumentando assim a qualidade do serviço prestado aos clientes e reduzindo custos em duplicado com o outsourcing»..

Sobre a eventualidade da venda da PT Portugal, Marco Schroeder disse que a situação não está «claramente definida», mas que pode acontecer «dada a necessidade de reduzir a dívida, fortalecendo a posição de liquidez, reduzindo o custo associado ao financiamento».

A PT e a Oi estão em processo de combinação de negócios, com a operada brasileira a deter a totalidade dos ativos da empresa, que estão alocados na PT Portugal.

O administrador que representa a Oi na PT Portugal disse também que «a consolidação da Oi no Brasil deverá passar pela junção com a TIM [operadora do grupo italiano com o mesmo nome], avançando, no entanto, que essa necessidade poderá garantir também a continuidade da PT Portugal no seio da Oi, criando assim uma maior capacidade de projeção da companhia que seria uma das maiores empresas de telecomunicações no Brasil e no mundo».

Em relação à decisão da operação, Armando Almeida sublinhou que «a administração não tem esse poder», destacando a «capacidade e potencial da PT Portugal, quer em termos tecnológicos, em inovação, no desenvolvimento e investigação, na rede e infraestruturas de ponta, assim como no potencial humano da empresa».