A AutoEuropa está em silêncio para os jornalistas e remeteu qualquer esclarecimento para a construtora na Alemanha. Mas a fábrica de Palmela comunicou ao governo que em Portugal não foi incorporado qualquer equipamento que manipula emissões.

Mesmo assim, o governo diz que está a investigar as repercussões da fraude no mercado nacional. E esta sexta-feira poderá haver várias respostas.

Segundo o que um porta-voz da empresa alemã disse á agência Efe, serão revelados os modelos a gasóleo onde foi incorporado o equipamento que falseia as emissões. Segundo o Wall Street Journal, o novo responsável pela marca será o atual presidente da Porsche, Mathias Muller. Um cargo que será difícil de gerir nos próximos tempos já que se sabe agora que também os europeus foram enganados.

O presidente demissionário da Volkswagen garante que não sabia da fraude, já que estava há seis meses no cargo e os primeiros carros com o “kit” manipulador foram fabricados em 2009. Talvez por isso e para compensar os danos na imagem, poderá receber uma pensão que ronda os 28 milhões de euros.
 
Para além da Volkswagen, também a SEAT em Espanha, que faz parte do grupo, terá incorporado o equipamento fraudulento em pelo menos meio milhão de carros. O escândalo ameaça por isso espalhar-se e afetar mais empresas.
 
Esta quinta-feira, o vermelho imperou nas bolsas europeias arrastadas pelo mau desempenho das construtoras automóveis.
 
A Toyota, a Renault, a Honda e a BMW já vieram negar que a manipulação de emissões seja prática generalizada e garantem não produzir veículos com o “software” fraudulento. Mas a BMW não se livra da fama depois de terem saído informações de que o modelo a “diesel” X3 também tinha sistema de manipulação de emissões.