A Uber vai deixar a Hungria no próximo dia 24 de julho. Em causa a nova legislação aprovada pelo governo de Viktor Orbán.

A empresa justifica a suspensão do serviço em Budapeste, a capital do país, com o fato das novas regras colocarem em risco os seus condutores. A nova legislação húngara permite que as autoridades penalizem os fornecedores de serviços ilegais, através da apreensão da carta de condução e até do bloqueio do acesso à internet. Isto numa altura em que a empresa já contava com 1.200 condutores na capital húngara.

O novo enquadramento legal impossibilita os nossos parceiros de conduzir com o receio de verem as suas cartas de condução e veículos pessoais apreendidos, além de outras penalizações”, explicou ao Financial Times o coordenador para a Europa central e oriental da Uber, Robbie Khazzam.

Citado pelo mesmo jornal o ministro do Desenvolvimento Nacional da Hungria referiu que a nova legislação pretende travar “o mercado negro das operações de táxi”.

“O governo apoia soluções inovadoras, mas insiste que as operações de transporte de passageiros devem operar de forma legal, em condições de igualdade com os seus concorrentes, e têm que pagar impostos”, acrescentou o ministro ao Financial Times.

A decisão de Uber, de deixar a Hungria, segue-se à sua saída de outros países da União Europeia, incluindo Bulgária e Espanha, embora no caso espanhol tenha voltado a entrar após uma paragem de um ano.

A empresa sedeada em São Francisco, nos Estados Unidos, também sofreu algumas pressões regulatórias Uber em França, Bélgica, Alemanha e Itália. Todos os países em que suspendeu o seu serviço Uber Pop, de passageiros com motoristas sem licença.

Em França, houve inclusive, executivos da empresa penalizados judicialmente com uma multa de 800 mil euros, acusados de prestarem um serviço de “táxi” ilegal.  

Robbie Khazzam, da Uber, confirmou, no entanto, que o serviço vai continuar disponível em 21 Estados-membros da União Europeia.

Em Portugal o Governo quer legalizar a Uber e o Cabify, os serviços de transporte de passageiros que tem têm motivado as críticas dos taxistas. A regulamentação deverá entrar em vigor depois do verão. Mas os taxistas querem a Uber e as outras plataformas eletrónicas ao seu serviço e em exclusivo.