Descer a Taxa Social Única (TSU) dos salários mais baixos, até 600 euros, continua a ser um objetivo, mas que não estará inscrito no Orçamento do Estado para 2017, disse o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José Vieira da Silva, em entrevista ao Jornal Económico.

A medida está inscrita no programa do PS e já foi adiada este ano, depois das negociações entre o Governo e a Comissão Europeia sobre o Orçamento. Agora o ministro da tutela garante que ela "continua no programa do Governo, como estratégia para a legislatura, mas não está previsto que ela seja posta em prática em 2017 ou, pelo menos, com o Orçamento para 2017". "Mas é um objetivo que permanece", acrescentou.

A medida abrangia todos os trabalhadores com salários brutos inferiores a 600 euros por mês, que pagam 11% de contribuições sociais tal como os restantes. O objetivo seria reduzir até 1,5 pontos percentuais esse valor com um custo orçamental estimado de 130 milhões de euros.

Por outro lado, Vieira da Silva destaca que a discussão sobre o agravamento da TSU para as empresas com elevada rotatividade e o alívio para as que contratam trabalhadores para os quadros, está para breve.