A taxa de desemprego estimada para a zona euro em dezembro de 2014 é de 11,4%, a mais baixa registada desde agosto de 2012, segundo os dados divulgados esta sexta-feira pelo Eurostat.

Segundo o gabinete oficial de estatísticas da União Europeia (UE), a taxa de desemprego - corrigida das variações sazonais - recuou 0,1 pontos percentuais em dezembro, tanto face aos 11,5% de novembro no total dos 18 países que então compunham a zona euro, quanto relativamente aos 11,8% de dezembro de 2013.

Nos 28 Estados-membros da UE, por seu lado, a taxa de desemprego fixou-se nos 9,9% em dezembro de 2014, abaixo dos 10% de novembro e dos 10,6% de dezembro de 2013.

No conjunto de todos os Estados-membros, é a primeira vez desde outubro de 2011 que a taxa se fixa abaixo dos 10%.

As taxas de desemprego mais baixas registaram-se, em dezembro de 2014, na Alemanha (4,8%) e na Áustria (4,9%), enquanto as mais elevadas pertenceram à Grécia (25,8% em outubro de 2014) e à Espanha (23,7%).

Na comparação homóloga, o maior recuo no desemprego foi registado na Estónia (de 9,0% para 6,6%, entre novembro de 2013 e novembro de 2014), na Bulgária (de 12, 8% para 10,8%), na Grécia (de 27,8% para 25,8% entre outubro de 2013 e outubro de 2014), na Hungria (9,3% para 7,3% entre novembro de 2013 e novembro de 2014) e na Polónia (10,0% para 8,0%).

As maiores subidas registaram-se na Finlândia (de 8,3% para 8,9%), em Itália (de 12,6% para 12,9%) e em França (de 10,2% para 10,3%).

Em Portugal, a taxa de desemprego recuou 0,1 pontos percentuais para os 13,4%, face a novembro de 2014, sendo a descida mais acentuada na comparação com os 15,2% de dezembro de 2013.

Quanto ao desemprego dos jovens com menos de 25 anos, este atingia 23,0% nos 18 países da zona euro e 21,4% na União Europeia. Em ambos os casos, tal significou um recuo face aos 23,9% e 23,1%, respetivamente, em dezembro de 2013.

Em Portugal, a taxa de desemprego jovem subiu para os 34,5% em dezembro, face aos 33,4% de novembro, mas caiu na comparação anual com os 35,2% de dezembro de 2013.

As taxas mais elevadas registaram-se em Espanha (51,4%), na Grécia (50,6% em outubro), na Croácia (44,8% no quarto trimestre de 2014) e em Itália (42,0%).

As mais baixas foram observadas na Alemanha (7,2%), na Áustria (9,0%) e na Holanda (9,6%).