O Governo considerou esta terça-feira que os dados que refletem uma redução do desemprego e uma melhoria no emprego representam uma “evolução sustentada” do mercado de trabalho, mas assegurou “reforçar” a aposta na estratégia.

Reagindo aos dados hoje divulgados, de que o número de desempregados registados nos centros de emprego baixou 20,6% em julho face ao mesmo período de 2017 para 330.587, renovando mínimos dos últimos 16 anos, o secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, salienta, em comunicado, que esta “é uma evolução sustentada e é a tradução visível de uma estratégia política”.

Esta é uma tendência que se tem vindo a consolidar em termos da evolução da economia e do mercado de trabalho porque desde o início da legislatura foram já criados mais de 300 mil postos de trabalho em todos os setores com algum dinamismo salarial já observado”, vinca o governante, sublinhando que “o desemprego tem diminuído à custa da criação de emprego”.

Ainda assim, “enquanto houver pessoas desempregadas, vamos reforçar a nossa prioridade que demos desde o princípio ao emprego, em particular aos grupos mais expostos a esse fenómeno”, assegura Miguel Cabrita.

De acordo com dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), o total de desempregados registados em julho no país foi inferior ao do mesmo mês de 2017, havendo menos 85,7 mil inscrições, o equivalente a uma descida de 20,6%.

A mesma tendência registou-se em termos mensais, com o número de desempregados inscritos a baixar 0,5%, o equivalente a menos 1,8 mil registos.

A contribuir para a redução, em termos homólogos, está a diminuição dos homens desempregados (-43.362), dos adultos com idade igual ou superior a 25 anos (-72.340), dos inscritos há um ano ou mais (-51.175), dos que procuravam um novo emprego (-73.500) e ainda dos que têm o ensino básico (-19.916) e o ensino secundário (-18.750), de acordo com o IEFP.

Acresce que o número de jovens desempregados em julho (31,1 mil) equivalia ao número mais baixo em pelo menos quase 30 anos, enquanto o dos desempregados de longa duração (160,5 mil) representava o mais baixo desde o início de 2009.

Na nota, Miguel Cabrita assinala que estes são “grupos com particulares dificuldades de inserção no mercado de trabalho”, pelo que os dados que demonstravam a redução “são relevantes”.

Ainda de acordo com os dados do IEFP, verificaram-se em julho 497.211 pedidos de emprego (menos 16,2% em termos homólogos) e 20.006 ofertas de emprego (menos 17,8% relativamente ao mesmo mês de 2017).