A taxa de desemprego em Portugal recuou para 14% em julho, menos uma décima do que em junho e menos 2,3 pontos do que um ano antes, sendo a maior queda homóloga na União Europeia, segundo dados do Eurostat, divulgados esta sexta-feira, escreve a Lusa.

De acordo com os dados hoje avançados pelo gabinete oficial de estatísticas da União Europeia (UE), a taxa de desemprego em Portugal prossegue em 2014 uma evolução positiva, tendo voltado em julho ao nível de novembro de 2011 (altura em que se encontrava precisamente nos 14%, vindo depois a subir até um «pico» de 17,8% em abril de 2013).

Já na zona euro, assim como no conjunto da UE, a taxa de desemprego manteve-se estável em julho face a junho, nos 11,5% e 10,2%, respetivamente.

Na comparação homóloga, ou seja, com o mesmo período do ano anterior, Portugal regista, uma vez mais, a queda mais acentuada, de 2,3 pontos, desta feita a par da Hungria (recuou também 2,3 pontos, de 10,4% para 8,1%, mas os dados disponíveis são referentes a junho).

A nível europeu, a taxa de desemprego conheceu, em média, recuos homólogos menos significativos, já que em julho de 2013 era de 11,9% na zona euro (caiu num ano apenas 0,4 pontos) e de 10,9 no conjunto da UE (recuou 0,7 pontos).

No corrente ano, o desemprego tem estado, assim, a recuar de forma ininterrupta em Portugal, ainda que de forma moderada (era de 15% em janeiro), mas o país continua a apresentar a quinta taxa mais elevada da União, apenas atrás de Grécia (27,2%, valor de maio), Espanha (24,5%), Croácia (16,2%) e Chipre (14,9%).

Também a nível de desemprego jovem, Portugal conheceu entre junho e julho deste ano um novo recuo de quase um ponto percentual, baixando de 36,4% para 35,5%, sendo a queda ainda mais marcante em termos homólogos, pois em julho do ano passado o desemprego atingia 37,6% dos jovens portugueses até aos 25 anos.

Portugal continua a registar, no entanto, a quinta taxa de desemprego mais elevada entre os jovens, atrás de Espanha (53,8%), Grécia (53,1%, dados de maio), Itália (42,9%) e Croácia (41,5%, no segundo trimestre), tendo a média na UE e na zona euro sido em julho de 21,7% e 23,2%, respetivamente.