As novas tarifas da água cobrada aos municípios podem ter impactos na fatura mensal do consumidor, que vão desde uma diminuição de 3,1 euros para os transmontanos, a uma subida de 57 cêntimos para quem vive em Cascais.

Municípios poupam 4,1 mil milhões com reestruturação do setor

As estimativas constam de um documento apresentado esta quarta-feira pelo ministro do Ambiente, Moreira da Silva e refletem o impacto das tarifas cobradas aos municípios após a reestruturação do setor das águas, caso estes decidam repercuti-lo na fatura mensal dos seus munícipes.

Segundo um documento do Governo, com a reestruturação do setor das águas três quartos dos 227 municípios pertencentes ao universo Águas de Portugal (168) verão as suas tarifas descer, enquanto os restantes verão os preços subir progressivamente ao longo de cinco anos.

Genericamente, serão beneficiados os concelhos do interior, que atualmente pagam mais pela água, enquanto a fatura do litoral vai pesar mais

A reestruturação implica a fusão dos atuais 19 sistemas multimunicipais que integram o grupo Águas de Portugal em apenas cinco: Águas do Norte, Águas do Centro litoral, Águas de Lisboa e Vale do Tejo e EPAL, Águas Públicas do Alentejo e Águas do Algarve.

Quem vive na região de Trás-os-Montes e Alto Douro poderá ver as suas faturas mensais descerem 3,1 euros já em 2015 (para um consumo de 10 metros cúbicos), enquanto os munícipes do Grande Porto poderão vir a pagar mais 30 cêntimos em cada um dos cinco anos seguintes.

O impacto também vai ser diferente para os concelhos que vão ficar integrados no sistema Águas de Lisboa e Vale do Tejo e EPAL: os munícipes da Beira Interior poderão vir a pagar menos 3,3 euros, mas os da Costa do Estoril podem ver a fatura subir em média 57 cêntimos até 2019, ano que marca o fim do período de convergência tarifária.

Os habitantes da Grande Lisboa, servidos pela EPAL, podem ver a fatura aumentar até 87 cêntimos em 2019.

No caso dos munícipes abrangidos pela Águas do Centro Litoral, vão beneficiar os habitantes servidos pela Simlis (Leiria), pagando menos 1,2 euros mensais pelo saneamento, enquanto os da zona de Coimbra poderão ter de desembolsar cerca de 9 cêntimos a mais nos próximos cinco anos.