O porta-voz da plataforma de oito sindicatos da TAP, André Teives, disse esta sexta-feira não entender o ruído em torno do cancelamento de quatro rotas do aeroporto do Porto, defendendo que "o que não é rentável deve ser cancelado".

"Não podemos entrar num caminho em que vamos servir uma parte dos portugueses com prejuízo. Esse racional de gestão devia ter sempre existido na TAP, nos últimos 70 anos e, se tivesse existido, se calhar não estaríamos como estamos", afirmou o dirigente sindical no final de uma reunião com o secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme W. d’Oliveira Martins.

Em declarações aos jornalistas, André Teives disse não perceber "o ruído em torno do Porto", criticando "pessoas que se levantam contra o encerramento de algumas rotas no Porto, mas que há quatro meses gritavam por uma privatização imediata, defendendo uma gestão privada com um racional financeiro".

"Se as rotas estão a ser olhadas do ponto de vista financeiro o que não é rentável é para cancelar", declarou, considerando que "não fazer isso é que era estranho".

O dirigente sindical lembrou que hoje só existe "serviço público entre ilhas".

A TAP anunciou que em março cancelará quatro rotas europeias a partir do Porto - Bruxelas, Milão, Barcelona e Roma - que representavam um prejuízo de 8,02 milhões de euros, o que levou o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, a acusar a companhia de abandonar o aeroporto portuense..