O Sindicato dos Pilotos de Aviação Civil (SPAC) esteve esta segunda-feira reunido com três outros sindicatos afetos ao grupo TAP onde foi discutida a "situação social e financeira" da empresa, revelaram fontes sindicais à agência Lusa. O ministro fez esta segunda-feira o balanço da greve na transportadora, com muitas críticas ao SPAC. No entanto, Pires de Lima congratulou-se que “apesar da irresponsabilidade da direção do SPAC, a TAP continuou a voar”.

De acordo com fontes contactadas pela Lusa, para além do SPAC estiveram no encontro os três sindicatos que ficaram de fora do acordo assinado com o Governo no final do ano passado: o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA), o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC).

"Os sindicatos representativos da quase totalidade dos trabalhadores do grupo TAP, reunidos hoje, discutiram a situação social e financeira da TAP e restantes empresas do frupo, resultante da instabilidade criada pela intenção do Governo em manter o actual processo de privatização", indicou fonte sindical presente na reunião, tida no dia seguinte ao final da greve de dez dias dos pilotos da transportadora.


Um representante do SPAC confirmou um encontro com outras plataformas sindicais do grupo, mas escusou-se a adiantar o teor das conversas.

"Vamos ter de aguardar alguns dias" por novidades, disse outra fonte à Lusa.


De lembrar que em breve decorrerá uma assembleia-geral dos pilotos onde poderá estar em cima da mesa a decisão de convocar uma nova greve.

O SITAVA, SNPVAC e SINTAC afirmam representar mais de metade dos trabalhadores sindicalizados do grupo TAP e ficaram de fora do acordo assinado com o Governo no final do ano passado e que prolonga a vigência dos acordos de empresas durante 36 meses após a venda da companhia aérea liderada por Fernando Pinto.

Os pilotos convocaram a greve de dez dias, que ontem findou, por considerarem que o Governo não está a cumprir o acordo assinado em dezembro de 2014, nem um outro, estabelecido em 1999, que lhes dava direito a uma participação de até 20% no capital da empresa no âmbito da privatização.