A TAP assegura que a ponte aérea entre Lisboa e Porto, iniciada pela transportadora aérea há cerca de três meses, está a crescer acima do esperado.

O balanço dos primeiros meses da ponte aérea – entre 27 de março a 27 de junho – revela que foram transportados 170 mil passageiros, mais 82% do que em período homólogo do ano passado.

Já a taxa média de ocupação dos voos foi de 65% enquanto a taxa média de pontualidade atingiu os 82%.

Em declarações à TVI, fonte oficial da TAP disse que “os números superam as nossas expetativas iniciais” e, face ao resultado, “é expetável que, à medida que as pessoas conhecem o serviço, e vão aderindo, possam crescer ainda mais”, acrescentou.

A TAP duplicou as ligações aéreas entre Lisboa e o Porto, passando a ter 18 ligações diárias em cada sentido, com partidas de hora a hora, a 27 março.

O reforço da operação da TAP entre Lisboa e o Porto coincidiu com o fim de oito rotas para destinos europeus a partir de Lisboa e quatro a partir do Porto, todas consideradas deficitárias.

O anúncio do fim das rotas a partir do aeroporto Sá Carneiro na Invicta levou na ocasião o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, a criticar a estratégia da TAP e a admitir "apelar ao boicote da região" àquela transportadora, acusando-a de ter em curso uma estratégia para "destruir o aeroporto Francisco Sá Carneiro" e construir, em Lisboa, "um novo aeroporto e uma nova ponte".

Na ocasião a TAP antecipou que o resultado da ponte aérea e o cancelamento de rotas deficitárias permitiria um ganho líquido de cerca de 60 milhões, a serem aplicados no equilíbrio das contas da companhia e em novos investimentos de melhoria do serviço – que incluíam a aberturas de novas rotas, o que já aconteceu, e inclusão de mais aeronaves na frota.