Os pilotos da Portugália Airlines (PGA) aprovaram esta quinta-feira por unanimidade uma greve de 10 dias, com início a 1 de maio, anunciou o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC).

A paralisação foi decidida em assembleia de empresa, um dia depois dos pilotos da TAP terem tomado uma decisão idêntica.

De acordo com a proposta aprovada na reunião, os pilotos mandataram o SPAC para emitir um pré-aviso de greve dentro de dois dias e para «praticar todos os atos e desenvolver todas as atuações que entenda necessárias para manter a unidade dos pilotos da PGA».

Os pilotos da PGA, ao contrário dos seus colegas da TAP, não manifestam no documento disponibilidade para desconvocar a greve.

Pilotos da TAP mais flexíveis

A decisão da paralisação dos pilotos da TAP, foi tomada na terça-feira em assembleia, que contou com a participação de cerca de 500 pilotos da TAP, que mandataram a direção do seu sindicato para emitir um pré-aviso de greve dentro de um dia.   

Os pilotos manifestam a sua «disponibilidade para desconvocar a greve no exato momento em que sejam assegurados de forma inequívoca os direitos» que consideram não estar a ser respeitados.   

O SPAC convocou as assembleias de pilotos por considerar que as negociações com a TAP e a PGA sobre os acordos de empresa entraram num impasse.  

Ontem ao final da tarde, em reação imediata à greve anunciada pelos pilotos da TAP, o primeiro-ministro lamentou a marcação de uma paralisação de 10 dias na TAP por parte do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil e avisou que a paragem pode afetar o futuro da empresa.

«Lamento profundamente esta situação e espero que ela possa ser revista por parte sindicato. O futuro da empresa pode estar em causa se o nosso processo de privatização não for bem sucedido. Devíamos estar todos a remar para o mesmo lado».

Passos Coelho sublinhou ainda que a decisão do SPAC «choca com o entendimento de vários sindicatos, incluindo o sindicato dos pilotos, assinaram com o governo».

Ontem à noite, o ministro da Economia também reagiu. Pires de Lima diz que foi apanhado de surpresa com a marcação desta greve. O governante considerou a decisão inexplicável e apelou ao sindicato para reconsidar.

«É evidente que estou surpreendido. Não esperávamos esta posição do sindicato dos pilotos, que contraria aquilo que foi escrito e assinado pelos representantes dos sindicatos dos pilotos na última semana de 2014».

Fonte da TAP já avançou que esta greve pode vir a custar 70 milhões de euros.