O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, afirmou hoje que o Governo está a acompanhar as negociações no setor da aviação e disse esperar que as greves não se realizem.

“Estamos a acompanhar com as empresas a situação, sabemos que estão em curso negociações entre os sindicatos e as empresas e, obviamente, desejamos que as coisas cheguem a bom porto para que estas greves, no limite, se for o caso, não se cheguem a realizar”, referiu Pedro Marques à margem de uma visita a uma fábrica na Golegã, ciado pela Lusa

O ministro comentava as duas greves que poderão ocorrer no setor da aviação: uma que envolve os trabalhadores dos serviços de assistências nos aeroportos (‘handling’) e outra que envolve os tripulantes da TAP.

No passado dia 2 de junho, o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) anunciou um pré-aviso de greve para os dias 01,02 e 03 de julho contra a precariedade dos trabalhadores do ‘handling’ que abrange, não só as empresas Groundforce e Portway, mas também todos os trabalhadores de empresas de trabalho temporário e prestadoras de serviço que atuam na área do 'handling'.

Entretanto, cinco dias depois, o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) anunciou que vai avançar para a greve caso a TAP não altere as condições de descanso dos tripulantes nas rotas de Boston e Nova Iorque, operadas pelos aviões cedidos pela Azul.

Pedro Marques assegurou que o executivo está a “acompanhar” a situação e disse esperar que, “quer na TAP, quer no ’handling’, as coisas se vão resolvendo”, mas reconheceu que “algumas questões são complexas e envolvem questões de posicionamentos de mercado”.

“Obviamente, pretendemos que o país continue a oferecer uma imagem positiva de acolhimento dos turistas e, basicamente, nesta altura desejamos a paz social nas empresas e que o turismo e o transporte aéreo continuem a crescer como têm crescido até aqui”, rematou o membro do Governo.