É já a partir de domingo que entra em vigor a nova tabela de preços a pagar aos prestadores de cuidados de saúde aos beneficiários da ADSE. Publicada a 1 de março, para entrar em vigor a 1 de abril, sofreu entretanto 15 alterações, todas reclamadas pelos operadores privados.

Numa nota do subsistema de saúde dos funcionários públicos, enviada aos hospitais privados, a que a Lusa teve acesso, a ADSE reconhece que a tabela inicial tinha “algumas incorreções”.

Perante “a necessidade de clarificar algumas das regras”, a ADSE incorporou alterações numa errata com 15 pontos e que abrange áreas como consultas, imagiologia, próteses, medicina dentária, radioterapia, entre outros.

As alterações agora publicadas vão ao encontro das pretensões dos operadores privados.

Aquando da primeira proposta da nova tabela, tinham posto em causa a possibilidade de prosseguir com o acordo com a ADSE, alegando perda insustentável de valores para a sua manutenção.

Ministro: ADSE tem de satisfazer beneficiários, não privados

Esta quinta-feira, num  debate parlamentar com caráter de urgência sobre o estado da Saúde, solicitado pelo PSD, o ministro da tutela mostrou-se confiante de que a nova tabela de preços da ADSE vai alcançar objetivos de poupança. Mas também quis deixar um aviso. 

O conselho diretivo não está lá para satisfazer os privados, mas sim os beneficiários. É normal que num ou outro ponto possa haver uma divergência, que os privados queiram A e a ADSE queira B, e que se fique algures entre A e B”.

Ainda acrescentou que "é isto que temos de dizer às pessoas: os dirigentes das entidades públicas e os que estão ao serviço da República servem os cidadãos”.

Adalberto Campos Fernandes recordou, a propósito da negociação que antecedeu a elaboração desta nova tabela de preços, que a sua recomendação vai no sentido de existir um “espírito de abertura e de diálogo”.