A justiça francesa confirmou a acusação do HSBC por fraude fiscal. O banco britânico tinha interposto um recurso processual, mas o pedido foi agora rejeitado, segundo a Reuters.
 
O caso SwissLeaks rebentou precisamente há um ano. Uma investigação do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação provou que o banco ajudou clientes de mais de 200 países a fugir aos impostos em contas no montante global de 104 mil milhões de euros entre novembro de 2006 e março de 2007. Na lista de clientes, há 611 ligados a Portugal
 
O banco admitiu depois falhas no controlo do banco privado na Suíça e o presidente executivo até pediu desculpa no parlamento britânico, mas negou ter tido conhecimento das irregularidades.

A Justiça defende que o banco deve ser responsabilizado por cumplicidade na ocultação da fraude fiscal, que envolveu várias operações e esquemas financeiros com recurso a paraísos fiscais para fugir ao fisco, para além de ter tentado contornar diretrizes europeias de tributação. Os juízes entendem ainda que a filial suíça, o HSBC Private Bank, não foi suficientemente vigiada.  
 
Perante a confirmação da acusação, o HSBC mostra-se “desapontado” e promete defender-se “vigorosamente”, lê-se num comunicado.

Em abril de 2015, os magistrados franceses impuseram ao banco uma caução de mil milhões de euros, idêntica à que foi imposta ao banco suíço UBS num outro caso de evasão fiscal (1,1 mil milhões de euros). 

Em junho, foi noticiado que o HSBC ia pagar às autoridades suíças 40 milhões de francos suíços (cerca de 38 milhões de euros), num acordo para encerrar a investigação a alegadas práticas de lavagem de dinheiro na filial suíça do banco. Na França, o caso continua nas mãos da Justiça.