O vereador das Estruturas de Proximidade e Higiene Urbana na Câmara de Lisboa, Duarte Cordeiro, disse hoje que foi suspenso o processo de supressão de carreiras e horários que estava a ser elaborado pela rodoviária Carris.

«Foi suspensa qualquer decisão adicional da Carris no que respeita à suspensão de carreiras e horários», disse o vereador na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa.

Segundo o PCP, a Carris iria avançar com a supressão total da carreira 722 (entre a Praça de Londres e a Portela), a supressão aos fins de semana das carreiras 764 (entre a Damaia e a Cidade Universitária) e 797 (Praça do Chile ¿ Sapadores) e o encurtamento de metade do percurso aos fins de semana das carreiras 706 (Cais do Sodré ¿ Santa Apolónia), 712 (Santa Apolónia ¿ Alcântara Mar) e 738 (Quinta Barros ¿ Alto de Santo Amaro).

Depois das críticas do PCP, fonte da Carris confirmou a intenção de avançar com a reestruturação das carreiras, indicando que foi proposto recentemente um conjunto de ajustamentos à sua rede e que estão a ser objeto de avaliação, sem querer avançar mais pormenores.

Numa nota enviada há dias à Lusa, a Carris justificou a necessidade de alteração da mobilidade com uma redução no número de habitantes na cidade e indicou que tem vindo a ajustar as carreiras, «reforçando a sua presença onde os clientes necessitam, ao mesmo tempo que, naturalmente, reduz o serviço onde a procura deixa de se justificar».

Referindo-se aos direitos que a câmara tem sobre património da Carris, Duarte Cordeiro disse ainda que «não pode haver nenhuma decisão sem o reconhecimento dos direitos patrimoniais da câmara».

Sobre concessão da Carris e do Metropolitano de Lisboa a privados, o vereador afirmou que a câmara «sempre foi contra a privatização e contra a degradação do serviço público e a redução do acesso aos transportes públicos na cidade».