O Governo de António Costa afastou um terço dos dirigentes do IEFP, numa decisão com efeitos de Norte a Sul do país. Esta decisão surge menos de dois meses depois de o ministério da Economia ter já substituído as chefias de topo do Instituto do Emprego e Formação Profissional.

Nessa altura, a justificação dada foi a nova orientação do PS assente na promoção do emprego e no combate à precariedade. Agora, segundo a ata da reunião (a 19 de fevereiro) citada pelo "Jornal de Negócios", o afastamento e consequente substituição daqueles dirigentes é motivado pela necessidade de "imprimir uma nova orientação à gestão dos serviços" e não por uma questão de avaliação de desempenho. 

Os visados são, ao certo, 107 pessoas, desde diretores, diretores-ajuntos ou coordenadores, que tinham sido escolhidos por concurso para desempenharem funções durante três anos (muitos tinham começado o mandato só em 2015).

Lisboa e Porto, dois dos maiores centros de emprego, são dois dos afetados pela decisão que colheu o voto contra do Presidente do IEFP, Jorge Gaspar, escolhido pelo anterior Governo. A decisão de substituir foi avanta com os votos favoráveis do Conselho Diretivo, com membros escolhidos pelo atual Executivo socialista.

Do total de 107 dirigentes, 15 foram nomeados para outros cargos, igualmente de chefia. 

A Comissão de Trabalhadores estima que estas mudanças afetem mais de metade dos serviços do IEFP.