O trampolim económico vai não só permitir o aumento das pensões (o PCP garante que o primeiro-ministro já aceitou uma subida mínima de 10 euros), como também terá reflexo noutras prestações sociais, de que é exemplo o subsídio de desemprego.

Como se calculam esses apoios? Sempre tendo como referência o Indexante de Apoios Sociais (IAS). Economia a crescer e inflação mais alta permitirão atualizar o IAS em 1,6%, o que se traduz num aumento dos atuais 421,32 euros para 428 euros. 

Contas feitas, o subsídio de desemprego deverá avançar na mesma proporção e aumentar entre 7 (patamar mínimo) para esses 428 euros, e mais ainda na prestação mais elevada que é possível uma pessoa sem trabalho receber.

O valor mais alto que pode ser atribuído a um desempregado deverá, assim, subir dos atuais 1.053 euros para 1.070 euros, o que se traduz nesse aumento de quase 17 euros.

Outra novidade é o fim do corte de 10% que hoje é aplicado a todos os desempregados ao fim dos primeiros 6 meses. PCP, BE e Governo estarão em sintonia a este nível. Esse corte vem dos tempos da troika: em quatro anos, 453 mil pessoas viram o subsídio baixar de valor. Se o corte acabar, isso também significa mais dinheiro na carteira.

A taxa de desemprego tem vindo a cair este ano e já estava abaixo dos 9% em agosto, segundo a estimativa provisória do Instituto Nacional de Estatística. Se a tendência se mantiver, o esforço da Segurança Social no pagamento de prestações sociais também será menor do que até aqui, uma vez que haverá mais trabalhadores no ativo a fazer contribuições.

Como é natural, a atualização do IAS também produzirá efeitos noutras prestações sociais. Quais existem?

  • Desemprego
  • Doença
  • Morte
  • Escalões de rendimentos tidos em conta para calcular quem tem direito a abono de família
  • Escalões contributivos dos trabalhadores independentes
  • Taxas moderadoras
  • Pensões
  • Rendimento Social de Inserção