O Governo admite manter o pagamento do subsídio de Natal em duodécimos por mais um ano. A decisão ainda não está fechada e, questionado pelo Diário de Notícias, o Ministério das Finanças remete para o próximo Orçamento do Estado.

No entanto, segundo o mesmo jornal, essa é uma possibilidade ou então a de um regime semelhante ao do privado, em que é dada opção ao trabalhador de aceitar ou rejeitar os duodécimos. Neste segundo caso, o subsídio é pago por inteiro em novembro.

A versão preliminar do Orçamento para 2016 chegou a prever essa opção, mas acabou por cair no texto que chegou ao Parlamento e os únicos que passaram a poder decidir receber de uma só vez foram os trabalhadores do setor empresarial do Estado

Se vier a manter-se o pagamento do subsídio em duodécimos em 2017 será o quinto consecutivo em que funcionários públicos e pensionistas da Caixa Geral de Aposentações e do Centro Nacional de Pensões receberão o 13º mês daquela forma.

Entre os sindicatos, não há consenso: há quem prefira que os subsídios de férias e de Natal sejam pagos por inteiro (em junho e em novembro, respetivamente), como é o caso da Frente Comum, afeta à CGTP; ao Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado não choca um regime opcional como o do privado, embora prefira também o pagamento integral; O Sintap, da Fesap é contra os duodécimos, mas está disponível para negociar um regime opcional;  a Associação Apre!, dos reformados, está dividida e preocupada com as possíveis mexidas nos escalões de IRS, receando que o fim dos duodécimos possa ter efeitos negativos na gestão mensal do orçamento de alguns reformados. Daí cada um poder decidir como quer receber pareça a melhor para a Apre!;