2015 foi o primeiro ano completo em que a administração atual esteve à frente do Novo Banco. Fazendo um balanço, o presidente do Conselho de Administração considera que, "embora repleto de desafios", foi um período em que foi possível regressar "à 'normalidade’". É assim que começa a mensagem de Eduardo Stock da Cunha no relatório e contas enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários. O documento inclui, entre muitas outras informações, quanto recebem os membros do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal. 

Stock da Cunha foi, como seria de esperar, quem auferiu mais no ano passado. À frente do banco, ganhou perto de 385 mil euros (384.701,33 euros, ao certo), o que, dividindo pelos 12 meses de trabalho, dá cerca de 32.000 euros por mês. 

O homem que está à frente do Novo Banco - e que sucedeu a Vítor Bento - desempenha funções no âmbito da comissão de serviço cedida pelo Lloyds, cujo prazo deveria ter terminado em março, mas continuará até ao verão.

“Estou aqui transitoriamente. Sou um empregado do Lloyds Bank e estou aqui em comissão de serviço”, lembrou em fevereiro, durante a conferência de imprensa de apresentação dos resultados do Novo Banco, que o relatório e contas vem agora confirmar: prejuízos de 980,6 milhões de euros no ano passado.

Para além de Stock da Cunha, fazem parte do conselho de administração mais cinco pessoas. Três delas, os vogais Jorge Telmo Maria Freire Cardoso, Vítor Manuel Lopes Fernandes e José João Guilherme, auferiram 271.393,60 euros cada no ano passado.

Já o vogal Francisco Ravara Cary recebu 258.207,55 euros e o também vogar Francisco Marques da Cruz Vieira da Cruz foi quem ganhou menos: 212.616,61.

No total, o conselho de administração do Novo Banco - o banco bom que resultou do colapso do BES - receberam mais de 1,6 milhões de euros pelo desempenho das suas funções.

Quanto ao conselho fiscal, o presidente José Manuel de Oliveira Vitorino foi quem recebeu mais em 2015 (101.027,24 euros), sendo que os outros dois membros - José António Noivo Alves da Fonseca e José Francisco Claro, auferiram pouco mais de 71.500 euros.

Num outro comunicado enviado à CMVM, mas dirigido a investidores, o Novo Banco adianta que pretende encaixar 1.800 milhões de euros este ano através da venda de ativos não correntes, incluindo a alienação de imobiliário, no valor de cerca de 700 milhões de euros.