O presidente do Novo Banco revelou esta quarta-feira que pode estender a sua permanência na instituição até ao verão, caso seja do interesse do Banco de Portugal, uma vez que a comissão de serviço que cumpre termina em breve.

“Estou aqui transitoriamente. Sou um empregado do Lloyds Bank e estou aqui em comissão de serviço, que acabará dentro de algumas semanas”, afirmou Eduardo Stock da Cunha, durante a conferência de imprensa de apresentação dos resultados do Novo Banco em 2015.

“Tive o cuidado de falar com António Horta Osório [gestor português que preside o banco britânico] e ver se é possível se o Lloyds – caso haja interesse das autoridades portuguesas – me deixasse ficar aqui até ao verão”, salientou, avançando que recebeu uma resposta positiva.

“A resposta que eu tive de Horta Osório foi que, em princípio, caso eu desejasse, poderia ficar aqui mais alguns meses. Falámos no verão”, sublinhou.

“Para eu aqui estar é preciso que aconteçam duas coisas: que eu queira e que o acionista queira. Como somos um banco de transição, o Banco de Portugal tem o poder e a autoridade de mandar-me uma carta daqui a cinco minutos a dizer-me para ir embora amanhã”, acrescentou.

E garantiu: “Não estou agarrado à cadeira”.

De resto, Stock da Cunha disse que o Novo Banco é “muito mais” do que a equipa de gestão que o lidera, elogiando o trabalho de todos os colaboradores no sentido de possibilitar que a entidade volte a desempenhar a sua atividade num contexto de normalidade.

“A 17 de setembro quando chegámos tínhamos a ELA [Linha de liquidez de emergência] quase utilizada. Se calhar não tínhamos liquidez para mais de duas ou três semanas. Os profissionais que foram capazes de dar a volta a esta casa têm que ser elogiados”, reforçou.