Os chineses da Fosun e da Anbang e também os norte-americanos da Apollo apresentaram esta sexta-feira propostas finais ao Banco de Portugal para a compra do Novo Banco.

O prazo para entrega das propostas vinculativas finais para a compra do Novo Banco terminou hoje às 17:00 e todos os interessados apresentaram propostas melhoradas.

O prazo previsto para a entrega das propostas vinculativas era 30 de julho passado, mas o Banco de Portugal, que lidera a operação, comunicou nesse mesmo dia que convidou os potenciais compradores a apresentar as propostas vinculativas revistas até 07 de agosto, uma vez que, conforme previsto no caderno de encargos, na terceira fase é possível uma extensão para a negociação ou exclusão de potenciais compradores.

Em comunicado, o Banco de Portugal diz que apenas um dos interessados reviu a oferta. Nas próximas semanas, o regulador avaliará as propostas.

“O Banco de Portugal informa que, na sequência do convite para a apresentação de propostas vinculativas revistas para a aquisição do Novo Banco, foi recebida uma proposta revista até à data-limite de 7 de agosto (17h00)".

“As propostas vinculativas recebidas no dia 30 de junho continuam integralmente válidas, tendo sido entretanto objeto de clarificações no âmbito das discussões havidas com cada um dos três potenciais compradores”.

“O Banco de Portugal avaliará nas próximas semanas as propostas vinculativas apresentadas pelos três potenciais compradores, à luz das regras previstas no caderno de encargos do procedimento de alienação”.


O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho recusou esta sexta-feira fazer qualquer cenário antes de conhecer os valores propostos.


Melhor preço como um dos principais critérios


A «atratividade da oferta financeira», ou seja, o melhor preço, é o principal critério de escolha entre as propostas que forem apresentadas para a compra da instituição agora liderada por Eduardo Stock da Cunha.    

O segundo critério mais valorizado para a escolha do comprador será a sua disponibilidade para comprar a totalidade dos ativos colocados à venda, seguindo-se-lhe os planos estratégicos e de desenvolvimento apresentados para o Novo Banco, e o impacto geral da operação na concorrência e estabilidade do setor em Portugal.    

A 03 de agosto, o Banco de Portugal tomou o controlo do BES, após a apresentação de prejuízos semestrais de 3,6 mil milhões de euros, e anunciou a separação da instituição em duas entidades: o chamado banco mau (um veículo que mantém o nome BES e que concentra os ativos e passivos tóxicos do BES, assim como os acionistas) e o banco de transição que foi designado Novo Banco.   

O Banco de Portugal, que preside ao Fundo de Resolução, tem duas opções em cima da mesa: ou escolhe um vencedor, ou adia a decisão de venda, já que as regras da resolução lhe dão dois anos para concretizar o negócio. E mesmo esse prazo poderá ser prorrogado.