O Novo Banco vai avançar com um despedimento coletivo de 69 colaboradores, 13 dos quais funcionários de empresas do grupo. A decisão foi comunicada hoje à tarde numa reunião com a Comissão de Trabalhadores do banco.

Em comunicado, o Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) considera “que a decisão da administração do Novo Banco, de avançar para o despedimento coletivo de 56 trabalhadores, é desproporcional face à situação em que se encontra esta instituição”.

“O Novo Banco tem condições para se manter viável e competitivo. Compreendemos a decisão da restruturação, mas não a de despedir um número tão elevado de trabalhadores”, afirma Paulo Marcos, presidente do sindicato.

“Os custos sociais e humanos desta medida são demasiados elevados”, conclui.

Acrescem 13 funcionários de empresas do grupo, como a GBN Vida, segundo acrescenta a Lusa.

Cortes que farão parte do plano de reestruturação da instituição liderada por Eduardo Stock da Cunha, acordada entre as autoridades portuguesas e a Comissão Europeia. O Novo Banco – o banco de transição criado em agosto de 2014 na sequência da resolução do BES – acordou reduzir em 1.000 pessoas o número de efetivos até final de 2016 e cortar 150 milhões de euros em custos operativos.

Como parte significativa dos trabalhadores já tinha saído, nomeadamente através de um programa de reformas antecipadas, e a venda de unidades no estrangeiro implicará também a redução de pessoal, para os restantes a instituição tinha aberto, até agora, um processo de rescisões amigáveis.

O sindicato garante todo o apoio jurídico aos trabalhadores do Novo Banco seus associados, disponibilizando todos os meios que tem ao seu alcance para quem pretenda impugnar esta decisão.

Contatada pela TVI, fonte oficial da instituição recusou comentar.