O regular serviço da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) deverá ser afetado na segunda-feira devido à greve de 24 horas dos seus trabalhadores em defesa do carácter público da empresa e pela contratação de mais motoristas.

Os trabalhadores da STCP estarão em greve a partir das 00:00 de segunda-feira por considerarem que “só com a manutenção da empresa na esfera do Estado será possível a manutenção de um serviço público com qualidade, indispensável às populações do Grande Porto”.

Mas o serviço poderá também ser afetado a partir de terça-feira “e até que a empresa proceda à admissão de novos motoristas”, porque foi convocada uma greve parcial às duas últimas horas de cada serviço diário, bem como às duas últimas e duas primeiras horas dos serviços com intervalo entre etapas.

Acresce a greve convocada para os fins de semana a partir do dia 16.

As organizações representativas dos trabalhadores da STCP referem que esta greve aos fins de semana visa permitir a todos “gozar o seu merecido descanso, face à impossibilidade do gozo de dias de férias”.

“Só desta forma é possível garantir na maior parte dos casos o descanso entre jornadas de trabalho”, acrescentam.

O Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social determinou serviços mínimos para a greve prevista para segunda-feira e para a paralisação aos fins de semana.

Na greve de segunda-feira estão abrangidas nos serviços mínimos as linhas 200, 204, 205, 207, 305, 501, 600, 701, 702, 704, 800, 801, 901/906, 903 e as 1M, 4M, 5M, 7M, 10M e 13M.

O concurso público para a subconcessão da STCP foi lançado em agosto do ano passado, mas ainda não foi assinado o contrato com o consórcio espanhol TMB - Transports Metropolitans de Barcelona/Moventis, o único que se apresentou a concurso e que vai operar a partir do final de junho o Metro do Porto.