Belmiro de Azevedo, que vai deixar o conselho de administração do grupo Sonae no final de abril, anunciou que pretende continuar a dedicar-se, no futuro, ao setor primário, e também a um novo ‘think tank’ para a educação.
Na cerimónia para assinalar os 50 anos de Belmiro de Azevedo no grupo Sonae, o ainda presidente do conselho de administração afirmou que pretende continuar a dedicar-se «ao setor primário em Portugal, incluindo a primeira e segunda transformação de produtos naturais», que considera «absolutamente crítico para o sucesso» do país.

«Estamos a criar um ‘think tank’ de Educação em Portugal, encabeçado pela fundação [Belmiro de Azevedo], ao qual dedicarei parte substancial do meu tempo no futuro», disse também o mesmo responsável, durante o discurso que fez.

Belmiro de Azevedo pretende também «continuar a zelar» pelos valores do grupo, tanto como acionista, como no âmbito de um futuro ‘Global Advisory Board’, «que a Sonae está a equacionar criar e que deverá apoiar as principais decisões estratégicas do grupo em busca de novos negócios e novas tecnologias, com particular ênfase em outras geografias».

A saída do fundador da Sonae da administração do grupo foi confirmada na segunda-feira por um comunicado da Sonae aos mercados, no qual a empresa informou que o empresário não se vai candidatar ao conselho de administração da Efanor, a eleger em 30 de abril. A Efanor, ‘holding’ pessoal de Belmiro de Azevedo, detém a maioria do capital da Sonae, Sonae Capital e Sonae Indústria.