O fundo Societé Mondiale, acionista da Oi com 6,64% do capital, cobrou à companhia brasileira a convocação de uma assembleia de investidores do grupo de telecomunicações para que se efetive uma troca de membros do Conselho de Administração, numa altura em que a empresa se vê a braços com um pedido de recuperação judicial.

O fundo propõe a destituição de vários membros titulares portugueses. Entre os nomes, esão Rafael Luís Mora Funes, João Manuel Pisco de Castro, Luís Maria Viana Palha da Silva, André Cardoso de Menezes Navarro e Pedro Zañartu Gubert Morais Leitão, e seus suplentes.

É igualmente pedida a destituição do presidente-executivo da Oi.

O Societé Mondiale indicou para substituição o ex-ministro das Comunicações Helio Costa, além de Demian Fiocca, José Vicente Santos, João Manuel Pinho de Mello, Pedro Grossi Junior, Leo Julian Simpson, Jonathan Dann e Marcelo Itagiba.

A Oi avançou com o maior pedido de recuperação alguma vez feito no Brasil. O total de dívida nas mãos de mais de 13 mil credores soma cerca de 17 mil milhões de euros.

Esta companhia é o principal ativo da Pharol, a antiga PT SGPS, e é a Oi quem está responsável pelo reembolso aos obrigacionistas da antiga Portugal Telecom. 

Quem nelas investiu em obrigações corre cada vez mais risco de ver o dinheiro “por um canudo” ou, pelo menos, parte dele. O reembolso deveria acontecer a 26 de julho, mas não é certo que assim seja. 

Para além disso, o regulador do mercado decidiu prolongar a suspensão da negociação dessas obrigações no mercado secundário, até à divulgação de informação relevante relativa ao processo de recuperação judicial das empresas Oi.