O antigo presidente da Jerónimo Martins, Alexandre Soares dos Santos, desvalorizou esta terça-feira as negociações em concertação social para aumento do salário mínimo nacional, defendendo que deve ser cada empresa a definir o montante de ordenado.

«Cada companhia deve pagar de acordo com o que pode», disse hoje o empresário em Carcavelos, Cascais, na apresentação da nova School of Business and Economics, que vai contar com o apoio da Jerónimo Martins, citado pela Lusa.

Soares dos Santos disse também que «não acredita» nos acordos para aumento do salário mínimo, que têm estado a ser negociados no âmbito da concertação social.

Mas o empresário ressalvou a importância de salários justos em Portugal: «não há ninguém que trabalhe com gosto a ganhar pouco».

Soares dos Santos defendeu a importância do papel dos sindicatos para evitar ou impedir o pagamento de salários muito baixos.

O ex-presidente da Jerónimo Martins criticou ainda a «elevada» carga fiscal sobre os salários.

Sobre o Novo Banco, que o Governo pretende vender até ao próximo verão depois da mudança de administração conhecida no domingo, o empresário disse não querer comentar por «não ter conhecimento de nada», mas disse que os problemas da instituição tem «impacto» na economia e já são sentidos pelos empresários em dificuldades para obter crédito.

Soares dos Santos lamentou ainda a perda de um banco como o BES.