O Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) fez uma contraproposta à CGD de aumento da tabela salarial em 3,96% e de manutenção das anuidades, após a denúncia pelo banco público do acordo de empresa.

A CGD denunciou recentemente o acordo de empresa e fez uma proposta aos sindicatos de novas cláusulas, que têm um mês para responder. A Lusa tem conhecimento que alguns sindicatos pediram prorrogação do prazo para terem mais tempo de analisar a proposta da administração da CGD e fazerem uma proposta alternativa.

Em comunicado, o SNQTB indicou que a sua contraproposta “inclui 3,96% de aumento da tabela salarial e das cláusulas de expressão pecuniária”, a “manutenção das anuidades das diuturnidades” e a regulamentação do trabalho nos balcões móveis da CGD.

Este sindicato quer ainda que a CGD continue a prestar assistência médico-social, que estabeleça o direito à desconexão (em horário de descanso o trabalhador não responder a mensagens ou telefonemas sobre trabalho), que reforce a proteção contra o assédio moral (com mecanismos de denúncia), que dê como folga no dia do aniversário do trabalhador e meio dia no primeiro dia escolar dos filhos.

Greve na sexta

Os trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos (CGD) estão em greve na próxima sexta-feira contra a denúncia do acordo de empresa.

Os sindicatos que convocam a greve desta sexta-feira são o Sindicatos dos Trabalhadores das Empresas do Grupo Caixa Geral de Depósitos (STEC), sindicato independente e o mais representativo do banco público, com milhares de associados, e o Sintaf - Sindicato dos Trabalhadores da Atividade Financeira (ligado à CGTP, pouco representativo).

Já os sindicatos bancários ligados à UGT (agrupados na Febase - Federação do Setor Financeiro) e o Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) preferiram esperar pelas negociações.

Contudo, qualquer trabalhador da CGD, sindicalizado ou não, pode aderir ao protesto desta sexta-feira.

Segundo fonte oficial da CGD, a revisão das condições atribuídas aos funcionários é fundamental para “dar sustentabilidade futura à Caixa Geral de Depósitos”.

O objetivo é a CGD conseguir controlar os custos salariais com trabalhadores, diminuindo algumas compensações.

A CGD teve lucros de 194 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, o que compara com os prejuízos de 50 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2017.

O grupo CGD tem cerca de 7.900 empregados em Portugal.