O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) relembrou que o processo de privatização da TAP, que o Governo deu por concluído com a venda da transportadora ao consórcio Gateway, ainda não chegou ao fim.

O SNPVAC recordou que, para que a privatização se concretize, é necessário o aval de Bruxelas e do próximo Governo, bem como a decisão do Supremo Tribunal Administrativo quanto às providências cautelares e ações judiciais interpostas

“Aquilo que parece ser uma conclusão de um processo não passa, mais uma vez, de uma vontade do executivo”


O sindicato nota ainda que “para que tudo seja favorável à pretensão do Governo falta também que se baixem os braços e que se assuma que tudo está decidido”, deixando claro que não vai parar a sua oposição ao processo de privatização.

A venda da TAP ao consórcio Gateway permite a entrada de, "no mínimo", 354 milhões de euros, valor que, consoante o desempenho da transportadora, pode chegar aos 488 milhões de euros, revelou o Governo.

O valor da transação é "medido pela capitalização, pelo preço pago por ações e pela opção de compra e venda", sendo que "não é possível antecipar nesta fase o valor recebido daqui a dois anos" pelo Estado com a privatização da TAP, explicou a secretária de Estado do Tesouro, Isabel Castelo Branco, após o Conselho de Ministros.

A comissão de trabalhadores da TAP recebeu o anúncio do vencedor da privatização com preocupação. Para o coordenador Vítor Baeta, mantêm-se as dúvidas e preocupações quanto ao futuro da companhia aérea. Os trabalhadores vão reunir-se em plenário no dia 18.