A recolha de cerca de 2,5 milhões de equipamentos Samsung Galaxy Note 7 que já tinham sido postos em circulação no mercado, e cuja bateria rebentava em carregamento, pode custar quase mil milhões de euros à empresa sul-coerana. A estimativa é da agência Bloomberg.

A Samsung tomou a decisão na passada semana. Num comunicado, enviados às operadoras com que trabalha em todo o mundo, a Samsung, após realizar uma investigação “rigorosa” e detetar “uma anomalia em algumas baterias que integram estes equipamentos” optou por suspender a venda mas assegura que vai oferecer equipamentos de substituição aos utilizadores, independentemente do momento em que compraram o telefone. Em causa o fato de alguns equipamentos começarem a arder quando carregavam bateria.

No mesmo comunicado, a Samsung, com base nos dados que tinha a 1 de setembro, disse que “foram reportados 35 casos a nível global e estamos atualmente a proceder a uma inspeção completa para identificar possíveis baterias afetadas”.

Em Portugal a MEO, disse à TVI que, agindo em conformidade com o posicionamento assumido publicamente pela Samsung Eletronics, “suspendeu as entregas dos Samsung Galaxy Note 7 que tinham sido reservados em pré-compra e procedeu proactivamente ao contato com os seus clientes que haviam já recebido o smartphone, solicitando a sua devolução”.

Também a NOS garante que “vai, naturalmente,  cumprir as indicações da Samsung e colaborar na recolha dos equipamentos”.

Por seu lado, a Vodafone afirmou que "na sequência dos incidentes que ocorreram com o Samsung Galaxy Note 7, e sendo a qualidade e a segurança do cliente prioridades absolutas para a Vodafone, todos os clientes que adquiriram o equipamento na fase de pré-venda foram contactados e informados das suas opções". 

Nenhuma das operadoras quis, no entanto, revelar quantos equipamentos foram recolhidos.