A SIVA anunciou, esta terça-feira, que em Portugal, estão abrangidos 94.400 veículos do grupo Volkswagen equipados com motores Euro 5, equipados com o kit fraudulento.

"A Volkswagen AG confirmou que se encontram abrangidos em Portugal 94.400 veículos das marcas distribuídas pela SIVA: 53.761 da Volkswagen e Volkswagen Veículos Comerciais, 31.839 Audi e 8.800 Skoda."


Em comunicado, a empresa afirma que as soluções técnicas estão a ser desenvolvidas e serão apresentadas já em outubro. 

"O plano de ações prevê que a Volkswagen, e as restantes marcas do grupo afetadas, apresentarão em outubro, às autoridades competentes, a solução técnica assim como as medidas a aplicar. Esta solução será também aplicada em todos os veículos ainda não matriculados, os quais já serão entregues aos clientes de acordo com as normas ambientais em vigor".

A empresa assegura, no entanto, que os problemas "não afetam a segurança dos veículos em causa nem representam qualquer perigo para a circulação automóvel".

Num outro comunicado, a SIVA esclarece os clientes de que "os veículos afetados foram identificados" e que assim que for conhecido quais "os modelos/motorizações estão abrangidos", os clientes serão de imediato contactados.

"Todos os veículos afetados são a Diesel. No entanto, se o seu veículo está equipado com um motor Euro 6, de acordo com a comunicação oficial da Volkswagen AG, ele está inteiramente de acordo com os requisitos legais e padrões ambientais da Comunidade Europeia e não é afetado pelo atual problema de emissões. Em todos os casos, o veículo que conduz é seguro e fiável do ponto de vista técnico e está em perfeitas condições de circular."


Sobre o "impacto que essas irregularidades podem exatamente representar", a SIVA esclarece que "o assunto em questão aplica-se exclusivamente aos poluentes emitidos" e que caso seja proprietário de um veículo afetado, "o grupo Volkswagen irá cobrir todos os custos decorrentes de quaisquer medidas que sejam tomadas para resolver a situação".

A Volkswagen admitiu na semana passada que equipou 11 milhões de veículos em todo o mundo com um 'software' com capacidade para falsificar os resultados dos testes antipoluição. 

O escândalo, revelado no passado dia 18 de setembro, gerou receios sobre eventuais perdas de postos de trabalho a nível mundial.

Perante estes receios, o ministro da Economia alemão, Sigmar Gabriel, advertiu que o escândalo do fabricante automóvel não deve custar nenhum emprego, nem na Alemanha, nem no resto do mundo, e instou  uma vez mais o grupo a explicar o sucedido, mostrando-se disposto a ajudar a empresa.

Este escândalo já  custou o lugar do presidente executivo do grupo Volkswagen, Martin Winterkorn, que foi substituído por Matthias Müller, ex-presidente da Porsche, uma das marcas do grupo.