No primeiro trimestre do ano o Estado contratou mais 930 funcionários em relação ao trimestre anterior. Os dados constam da Síntese Estatística do Emprego Público, que justifica a subida com o aumento do número de trabalhadores nos estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde e estabelecimentos de ensino básico e secundário do Ministério da Educação e Ciência.

O saldo positivo de emprego na administração central resultou numa ligeira subida do peso deste subsector no emprego nas administrações públicas, situando-se agora nos 76%, face aos 75,8% no trimestre anterior.

Com um peso na população total de 6,3% (rácio de administração), o emprego no sector das administrações públicas representa, a 31 de março de 2015, cerca de 12,7% da população ativa e de 14,7% da população empregada.

O ganho médio dos trabalhadores a tempo inteiro das administrações públicas era de 1.616,8 euros em janeiro, uma subida de 6,9% face ao início do ano passado.

Também a remuneração-base aumentou 7,3%, para 1.407,4 euros, devido à reposição de parte dos cortes salariais. O facto de existirem menos trabalhadores a cargo do Estado, excetuando o primeiro trimestre, também faz aumentar o ganho médio.

No ano passado, em que ainda não existia reposição de cortes na função pública, os portugueses  pagaram quase 60 mil milhões de euros de impostos, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.