A Frente Comum mantém a marcação de uma greve na administração central para o dia 29 de janeiro, se até lá o Governo e o grupo parlamentar do Partido Socialista não responderem afirmativamente a esta reivindicação.

"Dissemos ao ministro que a greve de dia 29 é para fazer se o Governo quiser que ela seja feita. E se na Assembleia da República permitirem que se faça", sublinhou Ana Avoila, salientando que há duas "questões inaceitáveis" no projeto de Lei que o PS tem no parlamento, que são a entrada em vigor do diploma a 01 de julho e a sua posterior regulamentação.

Depois de ser discutido e aprovado o Orçamento do Estado para 2016, o Ministério das Finanças vai marcar um novo calendário para negociar outras matérias além dos salários e pensões, adiantou Ana Avoila.

Esta primeira reunião com a tutela realiza-se dois dias depois de a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas, filiada na CGTP, ter anunciado uma greve nacional da administração central para 29 de janeiro, caso o Governo não recue na data de entrada em vigor das 35 horas na administração pública.

A Federação dos Sindicatos da Administração Pública (Fesap), filiada na UGT, já admitiu à Lusa juntar-se à Federação da CGTP na greve de dia 29.

A reposição do horário de trabalho de 35 horas na função pública vai estar ao longo da tarde de hoje em debate no plenário da Assembleia da Republica com a apresentação dos projetos de lei dos partidos da esquerda, que serão votados na sexta-feira.

Os funcionários públicos passaram a trabalhar 40 horas por semana a partir de 28 de setembro de 2013.