A Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap) reiterou esta terça-feira a sua oposição a futuros pagamentos dos beneficiários por atos que até agora eram totalmente cobertos por este subsistema.

No final de um encontro com o diretor-geral da ADSE, Carlos Batista, o dirigente da Fesap José Abrão disse à agência Lusa que os sindicalistas manifestaram a sua oposição a novos pagamentos, quando entrar em vigor a nova tabela aplicável ao regime convencionado, a 1 de junho.

A mudança mais polémica é a introdução de um copagamento nas próteses intraoperatórias, pois até aqui a ADSE suportava o encargo a 100%.

Nas próteses de valor superior a mil euros, a ADSE assegurará o pagamento total (acima dos mil euros), cabendo ao beneficiário, no máximo, um copagamento de 200 euros (20% de mil euros).

Para José Abrão, este é um valor que muitos funcionários públicos, e nomeadamente reformados, não têm a possibilidade de pagar.

Os dirigentes da Fesap solicitaram a Carlos Baptista para reequacionar esta questão das próteses, congratulando-se, por outro lado, com o facto de algumas mexidas na tabela irem proporcionar poupanças para os beneficiários.

“O diretor-geral da ADSE manifestou-se aberto para, junto da tutela, reequacionar esta questão”, disse José Abrão.

A ADSE garante que as mudanças na tabela vão traduzir-se numa redução de custos de quatro milhões de euros para o subsistema e de um milhão de euros para os beneficiários, por ano.