O Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual adiantou que cerca de metade dos trabalhadores dos centros de atendimento telefónico da PT aderiram esta terça-feira à greve de uma hora, considerando a ação como «bom ensaio» para novos protestos.

Em declarações à Lusa, o dirigente do sindicato António Caetano disse que a adesão à greve rondou os 50%, tendo em conta a média dos centros de atendimento telefónico de Santo Tirso, Porto, Évora, Beja, Castelo Branco, Coimbra, Lisboa e Setúbal.

Contudo, acrescentou que a adesão não era o objetivo principal da ação "Vamos parar os call center da PT de norte a sul", mas sim despertar a consciência dos trabalhadores para os despedimentos que estão a ocorrer nas empresas e a forma indigna como os trabalhadores são tratados por alguns coordenadores.

A este propósito, António Caetano deu dois exemplos que hoje tiveram lugar nos call-centers de Setúbal, onde os coordenadores terão afirmado que iam marcar falta injustificada aos trabalhadores que fizessem greve, alegando que tinham de ter avisado antes, e em Castelo Branco, onde um coordenador terá passado antes do início da greve dizendo aos funcionários para terem cuidado com o que iam fazer.

O dirigente sindical reiterou ainda que esta é apenas a primeira ação de muitas outras que o sindicato pondera fazer também com as restantes operadoras de telecomunicações, como a NOS, a Vodafone e a Cabovisão, já que aí também se colocam questões semelhantes.

«Hoje foi um bom início, um bom ensaio, para o caminho que queremos seguir e tendo em conta os objetivos que pretendíamos concretizar», disse.

A ação foi convocada pelo sindicato e decorreu entre as 10:00 e as 11:00, tendo os trabalhadores, dirigentes e delegados sindicais estado concentrados junto às instalações dos vários call-centers.