O Sindicado Nacional dos Motoristas vai avançar com uma greve de 24 horas, no dia 25 de março, na empresa Transportes Sul do Tejo, depois de se ter encerrado o processo de conciliação, disse à Lusa fonte sindical.

«Realizou-se no Ministério do Trabalho a segunda reunião no âmbito do pedido de conciliação. Face à intransigência da empresa em não pretender negociar um acordo, o processo de conciliação foi encerrado por se considerar que não existem condições para que o consenso seja atingido», disse Manuel Oliveira, do sindicato.

Fonte oficial dos TST confirmou à Lusa a receção do aviso-prévio de greve por parte do Sindicato Nacional de Motoristas, referindo que vai proceder «aos ajustes necessários» para minimizar os impactos.

«A TST já procedeu a uma atualização salarial, com efeito a partir de 1 de janeiro, superior ao aumento da inflação esperada para o ano de 2014. Quando no setor assistimos a reduções salariais, e tendo em conta o ambiente recessivo e a perda significativa de passageiros, esta decisão representa um enorme esforço financeiro para a TST», explica.

O sindicalista referiu que os motoristas vão avançar com uma greve de 24 horas no dia 25 de março, realizando no mesmo dia um plenário de trabalhadores no Laranjeiro.

«Lamentavelmente os motoristas dos TST irão ter que se manifestar e demonstrar o seu descontentamento face ao encerramento do processo negocial e face à imposição dos tempos de disponibilidade que entendemos ser ilegal, com base no normativo legal em vigor», acrescentou.

Os TST defendem que em relação aos tempos de disponibilidade, período de tempo em que o trabalhador, embora não esteja obrigado a permanecer no local de trabalho pode ser chamado em caso de necessidade, é do entendimento da empresa que está a agir de acordo com a lei.

O Sindicado Nacional dos Motoristas anunciou que vai avançar com uma ação judicial contra a empresa em relação a este ponto.