Os trabalhadores do setor da hotelaria do arquipélago da Madeira vão estar em greve no final do ano, contra a «denúncia do acordo coletivo de trabalho», anunciou esta quinta-feira o sindicato que convocou o protesto.

A greve foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores na Hotelaria, Turismo, Alimentação, Serviços e Similares da Região Autónoma da Madeira para os dias 30 e 31 de dezembro e 01 de janeiro, como forma de protesto face à «denúncia do contrato coletivo de trabalho, feito já em 2013».

Segundo o presidente do sindicato, Adolfo Freitas, «desde agosto de 2013 que as entidades patronais fizeram a denúncia do contrato coletivo de trabalho e querem impor o retrocesso social, ao retirar todos os direitos que os trabalhadores têm e que foram conquistas históricas».

O dirigente sindical admitiu que, perante o cenário criado, não existia outro caminho que não fosse a ida «para a luta no fim do ano, para exigir às entidades patronais o cumprimento daquilo que está no contrato coletivo de trabalho».

Adolfo Freitas lembrou, por outro lado, que 2013 e 2014 foram «anos excelentes de entrada de turistas e de receitas», mas que isso não se traduziu em qualquer aumento salarial para os trabalhadores.

Questionado sobre a convocatória desta greve, o presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, disse-se convicto de que «a maioria esmagadora dos trabalhadores madeirenses é consciente e não vai em fantasias do partido comunista», força política que considerou estar por detrás do protesto.