O Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte acusou esta sexta-feira a STCP e o Governo de «fomentarem a precariedade» ao pretenderem concessionar os postos de venda ao público a empresas de trabalho temporário.

Em comunicado, o sindicato diz ter tido «recentemente conhecimento» de que os postos de venda ao público - atualmente da responsabilidade da empresa Transportes Intermodais do Porto da qual o Estado é o único acionista, mas com funcionários da STCP – «serão, por decisão do conselho de administração da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto  e da TIP, concessionados a empresas de trabalho temporário».

«Ainda o processo de concessão da STCP a privados está longe de ser concluído e já o CA da STCP começa a transformar postos de trabalho efetivos em trabalho temporário, fomentando a precariedade», acusa, alertando que, «a confirmar-se esta informação», serão «cerca de seis» os trabalhadores pertencentes aos quadros da STCP que «ficarão na incerteza quanto à sua continuidade na empresa, e, caso se mantenham, sobre quais serão as suas novas funções».

A Lusa tentou, sem sucesso até ao início da tarde, ouvir a administração da STCP.

Segundo o sindicato, esta «ameaça que paira» sobre os trabalhadores dos postos de venda da STCP não é inédita, pois já atualmente «se recorre a trabalho temporário para assegurar postos de trabalho permanentes nas instalações da STCP onde funciona a Linha Andante, sob a responsabilidade da TIP».

«Este CA opera em estreita articulação com o Governo, pelo que é incapaz de ter uma atitude de respeito pelos trabalhadores e pelos seus direitos. Mais uma vez é o Governo - através da sua subsidiária – que pretende transformar postos de trabalho permanentes em trabalho precário, movido pelo objetivo do costume: entregar - à custa de trabalhadores e utentes - negócios lucrativos aos privados», sustenta.