Cerca de 150 pilotos da TAP reuniram-se esta terça-feira num hotel em Lisboa durante para discutir a greve na companhia aérea, sem que tenha sido aprovada qualquer proposta para o problema, mas decidiram deslocar-se ao sindicato.

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) marcou para o período entre 01 e 10 de maio uma greve, por considerar que o Governo não está a cumprir o acordo assinado em dezembro de 2014, nem um outro, estabelecido em 1999, que lhes dava direito a uma participação no capital da empresa no âmbito da privatização.

A três dias da greve, cerca de centena e meia de pilotos alegadamente descintentes com o rumo dos acontecimentos reuniram-se num hotel de Lisboa durante quase três horas e decidiram deslocar-se à sede do SPC para tentar uma reunião com a direção da estrutura sindical.

Carlos Leitão, que entre 2000 e 2002, como disse, foi presidente do sindicato, foi um dos organizadores da iniciativa de hoje, porque, afirmou aos jornalistas, sentiu, como outros pilotos, que “era necessário tentar encontrar soluções”, juntando pilotos sindicalizados e não sindicalizados.

“O que propusemos e o que estamos a fazer é tentar encontrar solução que sirva a TAP e que sirva o país”, afirmou, sem adiantar que solução poderia ser e se passaria por desconvocar a greve.