Adensam-se os medos dos funcionários do antigo BES: o presidente do Sindicato dos Bancários do Norte quer reunião com a administração do Novo Banco e admite estar «preocupado» com uma possível redução de postos de trabalho, na sequência do resgate ao BES e da criação do Novo Banco.

Esta quinta-feira, em entrevista à SIC, Vítor Bento adiantou que reestruturação passa por uma «provável» redução de trabalhadores.

Até agora, os sindicatos apenas foram informados pela UGT da garantia feita pelo governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, e da ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, de que os postos de trabalho estavam salvaguardados.

«O encerramento de balcões não implica sempre a dispensa de pessoal. Há bancos que encerram balcões e não despedem. Não nos podemos esquecer que o processo [que utiliza o Fundo de Resolução bancário] está a ser aplicado pela primeira vez em Portugal e na Europa», frisou.

O BES, tal como era conhecido, acabou este fim de semana, com o Banco de Portugal a criar o Novo Banco, que fica com os ativos bons e recebe 4.900 milhões de euros, e a colocar os tóxicos num 'bad bank'.

O capital é injetado no Novo Banco através do Fundo de Resolução bancário, criado em 2012, para ajudar a banca a resolver os seus problemas. Como este fundo é recente e só tem 380 milhões de euros, a solução encontrada passa por ir buscar o valor restante ao dinheiro da troika destinado ao setor financeiro - estão disponíveis 6,4 mil milhões de euros - e cerca de 100 milhões poderão vir ainda de uma contribuição extraordinária dos outros bancos do sistema.