O presidente da KPMG Angola vai ser ouvido na comissão de inquérito ao Banco Espírito Santo e ao Grupo Espírito Santo, na quarta-feira, dia 14 de janeiro, mas à porta fechada.

Sikander Sattar invocou o «segredo bancário» angolano para requerer aos deputados uma audição sem a presença da comunicação social. O pedido foi deferido.

O também  presidente da KPMG Portugal e já foi ouvido pelos deputados, nessa qualidade. A sua primeira audição foi no dia 2 de dezembro de 2014

Dessa vez que esteve no Parlamento, esquivou-se às perguntas sobre o BES Angola e o caso dos créditos concedidos pelo BES, dinheiro que se perdeu com a queda da garantia dada pelo estado angolano, que fez com que o fundo de resolução tivesse de injetar mais dinheiro no Novo Banco, quando se decidiu dividir o BES em dois. Na altura, disse apenas que a garantia gerou «muita confusão». 

A audição de Sikander Sattar em 6 pontos

Em Portugal, o responsável pela auditora garantiu aos deputados que a KPMG fez o trabalho de casa, que lhe competia, quanto à exposição do BES ao GES.

Indicou que os alertas vinham de 2011, embora os indícios mais fortes tenham surgido no final de 2013 com a «grande exposição» à Espírito Santo Internacional.

Fez uma revelação: que as obrigações que geraram mais-valias de 700 milhões de euros foram compradas e vendidas por intermédio da Espírito Santo Panamá. Houve um «desvio» que acabou por gerar perdas de 1.200 milhões no BES, já depois de fechadas as contas do primeiro semestre.